quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ler, conhecer e transformar: um encontro entre a literatura infantil e a consciência ambiental

UMEI Marly Sarney - 2011


Homenagem aos pais, realizada em agosto: um evento com oficinas agroecológicas e o plantio da horta da escola.

"Nos dois últimos anos a UMEI vem sofrendo constantemente com estragos de chuvas e doenças epidêmicas derivadas ou não de catástrofes naturais, destacando-se em especial as enchentes e deslizamentos de abril de 2010, que resultaram em mortes e vários moradores desabrigados. Tendo como pano de fundo uma viagem pelos contos tradicionais e literários, (...) busca-se transmutar a relação homem-meio ambiente, conflitando a fruição estética das obras com uma reflexão filosófica que nasce do texto, de forma a criar vínculos emocionais e sociais direcionados à sobrevivência de nosso planeta."

As atividades neste momento buscam a transformação dos hábitos alimentares, a revitalização do espaço da escola e a melhoria da qualidade de vida, através da construção de jardins e hortas. 

Conhecendo mais as plantas com práticas de agroecologia na UMEI Marly Sarney.


Passeata pelas ruas do bairro e plantio de mudas no dia 20 de maio de 2011: levando a comunidade a refletir questões relativas ao meio ambiente. Fotos de Sônia Maria (NEA).
Fotos da homenagem aos pais de Rogério e Roseli Sardinha (Coord. de Ed. Infantil).
Veja mais no blog da UMEI Marly Sarney clicando aqui!

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Vivendo o meu lugar, refletindo o mundo inteiro

UMEI Profª Denise Mendes Cardia - Tempo de Escola 2011

Oficina de formação para professores sobre alfabetização cartográfica, realizada semana passada na escola de São Domingos. A capacitação foi ministrada pelo Professor de Geografia da UFF Jader Janer Moreira Lopes, que fez uma retrospectiva das primeiras escolas e como se dava a educação desde os primórdios até os dias atuais. O grupo participou com reflexões e experiências vivenciadas ao longo de suas práticas, contribuindo para novas abordagens da cartografia infantil.

"Este projeto é fruto da reflexão das professoras da UMEI a respeito das falas das crianças sobre o espaço, que aparecem o tempo todo no cotidiano.  A partir desta percepção, decidiu-se elaborar um projeto para aproximar as crianças dos elementos de estudos cartográficos, tais como orientação, representação, escala, legenda e outros. Uma forma de ampliar a compreensão de ser e estar no mundo, relacionada com questões de meio ambiente, cultura e linguagens, levando-os a perceber que seu corpo, palavras, ideias e o espaço em que vivem podem ser representados e mapeados.

Os lugares na vida das crianças pequenas e das professoras de educação infantil ocupam posição central: o lugar na fila, o lugar de sentar (as cadeiras tem nome), o lugar da sua sala, a casa onde moram, os lugares que vêem na televisão e que trazem consigo para a sala de aula. O lugar onde nasceram e de onde trazem sotaques... os lugares que vêem do ônibus, do carro ou a pé no caminho para escola: lugares tão cheios de pessoas, animais, objetos, cultura, vida... A importância deste projeto está no dar voz aos sujeitos que dão sentido a esta UMEI e junto com eles refletir sobre o mundo que nos cerca." *

A pedagoga da UMEI e coordenadora do projeto Lucilaine Reis fez um relato deste dia:

"Na parte da tarde tivemos um encontro muito produtivo com o professor Jader do Grupo de Geografia da Infância da UFF (GRUPEGI) sobre Crianças e Infâncias. A fala do professor seguiu no caminho de despertar reflexões e desconstruir verdades. Uma fala que tencionava provocar perguntas ao invés de produzir respostas.

Para tanto, ele nos trouxe textos antigos de histórias para crianças da Idade Média que inspiraram os Contos de Fadas (Chapeuzinho Vermelho e Cinderela) e pudemos perceber que naquele período as crianças eram expostas a um tipo de conhecimento que hoje nos pareceria impróprio (com violência extrema e insinuações sexuais). Esses textos, além de trazerem características próprias do tempo em que foram produzidos, nos ajudaram a pensar que o modo como olhamos nossas crianças hoje é apenas um modo de olhar, e que o olhar daquele momento histórico era radicalmente diferente.

Com este texto ele nos provocou a refletir sobre as concepções de infância. Que ser criança não é apenas um fato biológico, mas cultural e histórico. Daí que a concepção de infância e família burguesas, cunhadas no final da Idade Média e início da Idade Moderna e que ainda nos chega de modo muito forte nos dias atuais - de uma criança inocente que precisa ser protegida do mundo e cuidada como uma flor e de uma família branca, com pai, mãe, filhos, em que o pai sai pra trabalhar e mãe fica em casa cuidando das crianças - não dá conta da pluralidade de situações que enfrentamos no nosso dia-a-dia em sala de aula. O mundo é muito mais rico e complexo do que nos indica os padrões que a nossa sociedade criou como o certo e o normal.

Ainda nesta linha, nos falou sobre a diferença entre os conceitos de criança e de infância que muitas vezes são usados como sinônimos, mas possuem significados diversos. Que criança é o sujeito real, enquanto infância é a representação social e cultural desses sujeitos. Cada um destes tópicos foi apresentado junto com fotos e vídeos de bebês e crianças pequenas.

Sua fala orientou-se então para as concepções de aprendizagem, fazendo um breve resgate sobre as contribuições teóricas que construíram e constroem os modelos de desenvolvimento linear (do simples para o complexo, de uma etapa para outra), muito presentes hoje em nossas escolas, e que Vygotsky nos traz uma preciosa contribuição com sua teoria Cultural e Histórica, em que nos aponta que a aprendizagem precede o desenvolvimento e o impulsiona. De modo que não devemos esperar uma criança estar pronta para lhe ensinar algo, mas sim criar situações de aprendizagem que estimulem o seu desenvolvimento, tendo a clareza de que este é complexo e imprevisível. Não devemos, portanto, ficar ansiosas com o resultado imediato de nossas ações pedagógicas, mas ter em mente que o modo como cada criança reage as interações é único, diferente, plural e por isso tão belo.

E concluiu nossa conversa falando do trabalho de cartografia com crianças pequenas. Que trabalhar as questões espaciais com nossos alunos pode ajudá-los a compreender o seu ser e estar no mundo. Que este trabalho se situa no campo da percepção espacial e no campo da representação espacial. E que pode/deve ser realizado de forma contextualizada e não de maneira segmentada e isolada.

Neste sentido vale a pena ressaltar alguns elementos geográficos, quando da realização dos nossos projetos, tais como: localização, orientação, escala e leitura de paisagens diversas.

E por último, que um trabalho muito relevante é levar as crianças a perceber que aquilo que está no campo da percepção pode ser representado de diferentes maneiras. E que as próprias crianças podem criar formas de representação.

Obs1- Esta síntese da fala do professor Jader é fruto de algumas notas tomadas durante a oficina e de um exercício de memória (meu) de maneira que qualquer equívoco conceitual é de minha inteira responsabilidade (Lucilaine).

Obs.2 – Este relato não representa nem de longe a beleza e a profundidade do que foi este nosso dia. A intenção deste registro não é reproduzir, muito menos acrescentar ao já feito. É apenas retomar os principais aspectos para que não se percam e possamos partindo deste ponto construir uma prática pedagógica de que possamos verdadeiramente nos orgulhar."

* Texto retirado do projeto apresentado pela escola. 
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domingo, 7 de agosto de 2011

Festas de São João


Durante o mês de julho várias unidades de ensino da rede municipal de Niterói realizaram suas festas de São João. As equipes do Tempo de Escola e da EAP (articulação pedagógica) estiveram presentes em algumas delas e fizeram alguns registros desses eventos. Confira!

UMEI Renata Magaldi:

   
  NAEI Vila Ipiranga (na E. M. Dom José Pereira Alves):

 
E. M. Demenciano Antônio de Moura:



UMEI Paulo César Pimentel:



UMEI Julieta Botelho:


E. M. Lúcia Maria Silveira Rocha:


UMEI Denise Mendes Cardia:


E. M. Maria Ângela Moreira Pinto


E. M. Antônio Coutinho:


Fotos de Rogério Lafayette, Kelly Reis, Suzana Barros, Flaviana Natal, Kátia Gouvêa e do aluno Luiz Felipe (3B/E. M. João Brazil).

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